(...apesar da dificuldade que eu SEMPRE encontro, quando tento escrever algum conto em capítulos, vou tentar mais uma vez...)
Pelo vidro do carro, ela contava as árvores, postes e grades que seus lindos olhos cor-de-mel conseguiam captar naquela velocidade. Chegava num número próximo a vinte e três, vinte e cinco... Depois começava a contagem novamente. Ela fazia isso com um ar de inspiração e esquecimento, o qual conduzia aquela pequena para mais longe da escola, ao mesmo tempo em que o carro de seu pai aproximava-se mais. Corpo e mente, separados pela vontade versus obrigação.
Os dias de verão eram frios demais, e assombravam Cecília, que tinha toda a sua percepção voltada para o que não era real. Não sentia o calor de 29º, mas sim um frio de 5º, e apenas ela; Não ouvia a voz de seu pai falando que havia chego à escola, mas sim de sua mãe, dizendo estar com ela para sempre; Não sentia seu respirar, mas percebia o quanto seu coração batia naquele momento de solidão, um tanto quanto casual. Solidão essa, que as palavras mais próximas em zumbidos distantes...
“- Cecília, eu já cheguei! Vamos, querida, o papai está atrasado... tem que ir para o trabalho”.
Como um gatuno que procura a maçaneta da geladeira, aquele anjinho de meio metro buscava a do carro. A vida não era mais a mesma. A cada passo de sua vida, ela percebia cada segundo mais o que eram passos no vazio. E no caso, vazio da alma.
Não ouvia mais suas amiguinhas, nem enxergava os garotos tentando dar nó em seus longos cabelos cacheados. Seu lanche, por mais bonito, já não trazia mais sabor. Nem o lanche... Nem a vida. Era difícil para aquela garotinha enfrentar a saudade da mãe, e compreender o que significava exatamente a palavra morte.
Para Osvaldo, seu pai, de trinta e oito anos, era uma tarefa quase impossível.
Para Cecília, de nove, não.
(... agora é só pedir para D-us, que eu, como sempre, não abandone! Vou fazer o possível para continuar esse...)
check it out...i hope you like it
Bjão!! :*
Beijos de quem te adora!
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LoLa
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Curso de História da Arte parece bem legal...
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Only two things are infinite, the universe and human stupidity, and I'm not sure about the former.
By: Albert Einstein
Check out my deviations too --> [link]
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Vai trampa vai... para de fica postando....
Seeya..........!
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